RESPINGOS


Certas histórias precisam ser contadas
Outras simplesmente vividas.
Trazemos um pouco da necessidade
De imitar algumas performances
E um percentual incrível de inventarmos
Os nossos próprios compêndios.
Há quem se acomode sob fantasias
Há quem daqui a pouco esquecerá
De incomodar-se com os esquecimentos.
Dirijo meus dias espaçosamente
Inspirado no protagonismo
Das coisas mais suaves, leves e simples
Afugentando furtivas contendas
Deificando as vultosas texturas
Que abrangem os desejos abundantes
Por onde somente a reflexão perpetua.
Aprendi assim a viver nos respingos
Dos fatos das novelas do cotidiano
Capítulo a capítulo, focado nas finalidades
No entanto longe, bem longe do fim.
Sou eu a maior propriedade destas escritas
O deserdado protagonista sem foco e fora da luz
Porem consciente de que tudo se torna necessário
Desde que de alguma maneira necessite.
Estendo democraticamente a mão
Para que tu me conduzas por estes labirintos
Sem calvário mas com o prazer da jornada
De juntos sermos robustos detentores
Das incontestes superações.
Tens as chamas da perseverança
Trago as garras da esperança.
Somos puros e valorosos irmãos.

O SAL DA TUA LÁGRIMA


A água pura
Quando da tua emoção desceu
Deixou rastros,
E verteu abundante
Entre cílios e poros
No entorno dos olhos teus

Mapeou o macio veludo do teu rosto
Acendeu a expressão casta da tua rosa
Riscou mansa a pele avelã em úmido apupo
Encharcou com rubor tuas maçãs e brios
Fez brilhar ainda mais as tuas meninas
Marejou os rebeldes fios das tuas franjas
Renovou vontades em teu soluço
Até ver-se displicentemente acolhida
Pelas costas âmbars,  nos gestos parcos
Do enlace terno das nossas mãos
 
Tua anônima poesia, no entanto
Discreta e efêmera
Abrasou meus lábios
Ao me sentir no gosto azul
Entre o ósculo e a língua atônita
Ao provar do sal da tua lágrima
 
PSRosseto

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ENTRE LETRAS

Devemos às palavras todo o louvor da língua

A exegese da verve como indumento

Arauta semântica de doce papila

 

Analise portanto as tuas sentenças

Cada qual carrega a necessidade da crença

O objeto da justa…

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BREVE

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São os compromissos do organismo

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CONSTÂNCIA

Mesmo os rios de tantas vezes

Não se topam infinitos

Fazem curvas entre matas

Ah! contornam pelas pedras

Circundam barrancas

Às vezes tornam-se menos nítidos

Mas não sei se mais rasos ou profundos

Mansos…

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COSTUMES

O que orbita entorno ao teu coração

Reconforta esse peito descuidado

Aproxima-te da minha terra impura

Revive meu jardim já desbotado

 

Tomando aflições por bons costumes  

Somos parte intrínseca que partilha e…

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SEDE

Na hora da sede intensa

O líquido que se desmancha em porção necessária

Anda pelo interno do copo aparentemente lerdo e lento

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Tanto que a língua cansa dessa espera e ainda mais…

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INQUIETO

Na areia da praia olhando essas ondas

Disciplinadas que vem e se perdem

Não se ocupam de outro afazer

Senão sucederem-se intermináveis

Independente das marés

Somente cumprem vontades dos ventos

Ou então de seus…

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Sobre Mim

Aniversário:

Abril 11


1) Qual o teu nome completo?

Paulo Sérgio Rosseto


3) Data de nascimento (não é necessário o ano)

11/04


4) Local de residência (apenas Cidade, Estado e País)

Porto Seguro / Bahia / Brasil


5) Mini Currículo (trabalho, experiências, gostos e ou preferências, família, produção poético-literária...).

Admin de Empresas - Poeta - último trabalho: O SOL DA DOR DA TERRA (1982) - MEMORINHA - Poemas Infantis (1984) - ATO DE POEMA E UMA CANÇÃO (1986) - CRÔNICAS ABERTAS - Poemas (2018) / DOCES DOSES DE POESIA - Aldravias (2018)


6) Quem o/a indicou para a Casa dos Poetas e da Poesia (ou como ficou sabendo desta)?Cite o nome da pessoa que a/o indicou ou convidou.

Edith Lobato


8) Está ciente que as poesias eróticas (caso as tenha), devem ser postadas no Grupo de Literatura erótica?

sim


9) Concorda em participar e interagir conforme possa, com os demais membros nas atividades da Casa?

sim


10) Está ciente que NÃO DEVE POSTAR mais que 3 (três) Mensagens por dia no Blog Geral?

sim


11) Caso possua, deixe o Link do Facebook, Recanto das Letras ou outro site onde possamos saber mais de você.

http://www.escritas.org


12) Publique neste espaço, uma Poesia ou texto de tua autoria. (não precisa ser extensa/o)

RESILIENTE A menor partícula resistente Reside no momento Onde quanto maior for o desejo E mais ardente Efêmera será a hipótese E o receio Da palavra ser partida ao meio Ou prender-se no silêncio Do beijo velado E dado pelos lábios Num hiato entre os dentes!


CPP